terça-feira, 19 de junho de 2012

YANE DO PENTATLO MODERNO


Imagine você passando na rua e um sujeito te desafia para um pentatlo moderno. Pode achar que está te gozando, mas não é nada disso.
Para quem não sabe, o pentatlo moderno é um desporto olímpico praticado por homens e mulheres, de forma individual e composto por cinco modalidades desportivas: esgrima, natação, hipismo, tiro esportivo e corrida.
Durante os Jogos Olímpicos da era antiga, esse esporte, influenciado pelo treinamento dos soldados gregos, era considerado o mais importante da competição. Havia quatro provas para serem disputadas: salto em distancia, corrida, arremesso de disco e salto em altura, sendo que os dois melhores atletas decidiam o título numa prova de luta e o vencedor passava a ser reconhecido como um semi Deus na Grécia.
O Pentatlo moderno como é disputado atualmente, diz a lenda, tem origem em uma batalha no século 19, onde certo general ordenou que seu capitão entregasse uma mensagem. O jovem oficial partiu a cavalo, percorrendo terrenos acidentados e atravessando linhas inimigas, até que seu animal foi morto. Não desistindo de sua missão, enfrentou os seus inimigos com armas de fogo e uma espada. Após atravessar um rio com fortes correntezas, seguiu correndo até o local pré-determinado e entregou a mensagem ao seu destino.
O idealizador dos Jogos Olímpicos, o Barão Pierre de Coubertin, decidiu incluir uma modalidade semelhante, que, após aprovada pelo Comitê Olímpico Internacional, estreou nas Olimpíadas de 1912, realizada em Estocolmo, na Suécia, há exatos 100 anos.
No Brasil, ele é praticado desde 1922, embora, apenas em 2001 foi fundada a Confederação Brasileira de Pentatlo Moderno.
No mês que vem, em julho, teremos uma representante em Londres, a atleta YANE MARQUES, que iniciou sua carreira esportiva praticando natação em Recife, Pernambuco, seu estado natal.
Mas não estava satisfeita somente nadando e queria mais e tão logo percebeu que tinha jeito para a prática do pentatlo moderno, seguiu em frente e já em sua primeira competição, venceu uma etapa do Campeonato Brasileiro da modalidade.
E não parou mais, sagrando-se campeã sul americana em 2006 e no Pan Americano do Rio de Janeiro, em 2007, conquistou o ouro.
No ano passado, obteve a terceira colocação no ranking mundial do Pentatlo Moderno, sendo a melhor posição de um atleta sul americano.
Em sua última competição que precede os Jogos Olímpicos de Londres, subiu no pódio, chegando em terceiro lugar na etapa da Copa do Mundo, realizada na China.
É natural que as atenção da torcida brasileira estará voltada para a tão sonhada medalha de ouro no futebol, no tri do voleibol masculino, no bicampeonato do voleibol feminino, nas braçadas do Cesar Cielo, no retorno, após 16 anos, do basquete masculino pós Oscar, nas medalhas do judô e da vela, mas fique de olho nessa guerreira pernambucana, estudante de Educação Física, que estará esgrimindo, cavalgando , nadando, atirando e correndo por todos os brasileiros e tentando superar seus limites.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

ELE E A BOLA

  
Era uma vez um moleque que adorava jogar bola. Todos os dias, na escola, durante o intervalo, desafiava seus amigos com uma bola de meia, uma tampinha ou uma latinha e o gol marcado com duas pedras.
Depois da escola, o dever pronto, corria para o campinho onde os amigos o aguardavam para uma pelada. Dois eram escolhidos para assumir o papel de técnicos. Par ou ímpar e feito isso, iniciavam as contratações de forma alternada. Os times sem camisa para um lado e com camisa para o outro.
Os juízes eram os próprios jogadores que defininiam as regras, sendo proibida reclamação, embora ocorresse a todo o momento, mas, qualquer falta cometida ou bola fora, era pedir parou... parou e ponto.
Durante a partida, cada um fazia aquilo que achava melhor para si e para a equipe e se a decisão fosse errada, os técnicos chamavam a atenção, pois ninguém queria perder, ainda mais porque tinha time fora seco para entrar.
Horas de jogo com jogadas de efeito, lances de classe, furadas incríveis, gols perdidos. Os mais velhos marcavam os mais novos, principalmente os mais habilidosos e esses, por sua vez, tentavam ajudar os novatos das peladas, tocando a bola para eles, embora logo pedissem de volta ou então a tomando de volta para seguir o jogo.
E o jogo seguia, um tempinho para tomar água na torneira da casa da vizinha e, sem descanso, de volta para a bola. O apito final vinha quando o Sol começava a esconder-se atrás dos prédios que cercavam o campinho e era hora de ir para casa, pois amanhã teria mais.
O tempo passando, as crianças crescendo e o gosto pela bola permanecia o mesmo. Alguns deles queriam mais e sonhavam em seguir em frente. Quem sabe, jogando na várzea, um olheiro de um time profissional os levaria para fazer um teste numa peneira.
Para outros, dava para ver que não tinham jeito, o jogo era uma brincadeira, sem maiores anseios, era jogar para divertirem-se, não permitindo que se transformasse numa chatice sem graça e assim, continuarem a jogar com o mesmo prazer do tempo de crianças.
Chega o momento do divisor de águas, ou melhor, divisor de gramados, sempre lembrando que as histórias sempre iniciam com "era uma vez", porém nem todas tem um final feliz " e viveram felizes para sempre"
Mas sempre valerá a pena sonhar, mas com os pés no chão.

terça-feira, 5 de junho de 2012

EUROCOPA 2012: E VAI COMEÇAR O JOGO.


A ideia da realização de um campeonato europeu entre seleções partiu de um francês, Henry Delaunay, que foi o primeiro secretário geral da UEFA (Federação Europeia de Futebol) e que até hoje leva seu nome na taça da equipe campeã.
Inicialmente denominada de Taça da Europa das Nações, teve sua primeira edição em 1960 em Paris, na França. Participaram 16 equipes e a então União Soviética sagrou-se campeã, vencendo a Iugoslávia, na prorrogação, por 2 x1.
Em 1964, a Espanha conquistou o título jogando em casa e o torneio ficou marcado por questões políticas, com a Grécia recusando-se a jogar com a Albânia.
A partir de 68, a competição passou a ser denominada de Campeonato da Europa e a Itália, país sede, foi a campeã.
Gerd Mueller, o grande artilheiro alemão foi o herói da final de 72, na Bélgica, tendo marcado dois gols na goleada por 3 X 0 frente ‘a União Soviética.
Em 76, a competição foi disputada na Iugoslávia, com a extinta Tchecoslováquia ganhando da Alemanha na final.
Com a Itália sediando uma Eurocopa pela segunda vez, em 1980, a Alemanha chegava ao segundo título derrotando a Bélgica.
Na França, sede em 1984 e após uma sensacional semifinal com os portugueses, os franceses chegaram à final e derrotaram por 2 x 0 a seleção da Espanha, conquistando o título em casa.
Finalmente em 1988, o torneio realizado na Alemanha, premiou a Holanda com o título de campeão europeu na vitória por 2 X 0 contra a União Soviética, com gols de Gullit e um voleio maravilhoso do artilheiro Van Basten.
No início da década de 90, grandes mudanças políticas ocorreram. A Alemanha estava unificada, a União Soviética foi extinta, surgindo a CEI – Comunidade dos Estados Independentes, a guerra na Iugoslávia; todos eles foram fatores decisivos para a Eurocopa de 1992, realizada na Suécia.
E a zebra deu sinal de vida. A Dinamarca foi convidada para substituir a Iugoslávia, foi passando pelos adversários, até chegar à final, quando derrotou a poderosa Alemanha, que era a atual campeã mundial.
Na edição de 96, a Eurocopa na Inglaterra, teve um inchaço no número de equipes, em razão do surgimento de novos países no leste europeu. A fase de classificação com 48 seleções, sendo que 16 passaram para a fase final.
Novamente a Alemanha chegava ‘a final frente ‘a República Tcheca e pela primeira vez, a competição foi decidida no Gol de Ouro, marcado por Bierhoff, dando o terceiro título para os alemães.
Em 2000, fato inédito, dois países organizaram a Eurocopa, Bélgica e Holanda, e a França com outro gol de Ouro, marcado por Trezeguet, na prorrogação, derrotou a Itália e conquistou a taça.
Sob o comando do técnico Felipão, Portugal sediou o torneio em 2004, chegou ‘a final, mas foi surpreendido pela Grécia, que venceu por 1x 0, para tristeza dos portugueses.
Em 2008, novamente com dois países sediando a competição, Áustria e Suíça e a Espanha era a bola da vez, tornando-se campeã.
Foi a estreia da seleção austríaca numa Eurocopa, que se classificou apenas por ser país sede da competição. Nessa edição, as seleções que chegaram à fase final, receberam  7 milhões e 500 mil euros.
A partir dessa semana, os estádios da Polônia e Ucrânia serão os palcos da Eurocopa 2012, com a presença de 16 seleções, com a Espanha tentando o bi campeonato, os alemães tentando alcançar e outras tradicionais seleções buscando o título.
Será uma prévia do que veremos em 2014, junto com Brasil, Argentina e Uruguai, salvo alguma zebra que dê sinal de sua graça.

terça-feira, 29 de maio de 2012

O BRASILEIRÃO É NOSSO



Na semana passada todas as atenções estavam voltadas para Munich, com a final da Copa dos Campeões entre Chelsea e Bayern .Depois da Copa do Mundo, talvez seja o torneio mais badalado do futebol. Perfeito na organização, prêmios fabulosos, grandes estrelas, sem dúvida, um grande espetáculo.
Mas para nós brasileiros, bom mesmo é o Brasileirão, que mexe com nossas emoções, balança nossos corações, leva 'as alturas nossa adrenalina, nos faz rir, chorar, vibrar, xingar, discutir, resistir mas não desistir, ir 'a forra, indo aos estádios ou assistindo pela TV, no bar, em casa, não importa. E assim será até dezembro.
E você deve pensar que sou maluco por admitir que a paixão pelo futebol brasileiro seja infinitamente maior que o europeu, com clubes poderosos e super organizados, a catraca eletrônica dos ingressos funcionando perfeitamente, o gramado parecendo um tapete, mas nada como um com bom e bagunçado futebol brasileiro.
Sou bairrista e pronto. Muitos acreditam que o futebol europeu é de outro mundo, mesmo que eu não concorde e não entendo a garotada vestindo camisas do Barcelona, Chelsea, Milan e outros times menos cotados. Quero ver, pelas ruas, mais camisas do São Paulo, do Flamengo, Palmeiras, Figueirense, Avaí, do Bahia, Sport e mais, mais.
O Brasileirão é uma festa, um mistério para saber quem será o campeão, muito mais emoção do que os de sempre Barcelona ou Real Madri, Milan, Inter ou Juventus, Porto ou Porto, porque nem o Benfica assusta mais. Enfim, na Inglaterra, mesmo não mudando a cidade, ao menos mudou o time, com o City de Manchester desbancando o primo United.
Por aqui é diferente. Têm 5, 6 equipes para levantar a taça. O São Paulo, mesmo com um presidente atrapalhando, tem um bom elenco, Luís Fabiano, Lucas e Cia e correm por fora em busca de seu sétimo título, enquanto o Corinthians, que repete, praticamente, a equipe campeã do ano passado, que não encanta com seu futebol mas busca, com eficiência, o resultado, tenta igualar-se ao rival com seis títulos.
O Fluminense vem forte no ataque, com a boa fase de Fred, a eficiência dos passes de Deco e o apoio de Thiago Neves e Rafael Sóbis. O Internacional perseguindo o tetra desde a incrível campanha invicta de 1979 tem Damião, que pode sair na janela de julho, mais Oscar e D' Alessandro, impondo respeito.
O Bahia e sua torcida eternamente otimista, o Flamengo no meio de um tiroteio, com muitas estrelas e pouco brilho, mas sempre imprevisível tal qual uma bala perdida.
O Botafogo desbancando o cavalo paraguaio e, se não vier o título, fará uma grande festa no milésimo gol feito pelo eterno Túlio com a camisa alvinegra.
Já o Vasco, se não conseguir o campeonato, então que seja o terceiro, quarto, mas chega de vice, por favor. O meu Palmeiras tentando voltar aos tempos de Academia ou Parmalat, mas com esse time é torcer e rezar, rezar e rezar.
Sei, tem o poderoso Santos de Neymar, Ganso que tem tudo para ser o papa títulos, mas tem que melhorar a defesa ou torcer para que o craque Neymar faça dois gols para cada gol sofrido, senão dança também.
A Portuguesa, Ponte Preta, Náutico, Coritiba, Figueirense, Grêmio. Alguns poderão surpreender e aprontar e outros tentarão salvar-se da degola da série B, embora ninguém esteja livre dela.
Com certeza, não será o maior espetáculo da Terra, pois o nível técnico anda rastejando, com algumas exceções. Não importa se iremos assistir a jogos que dão sono.
O maior prazer é que aquele é o meu time e silêncio, pois vai começar o jogo.

terça-feira, 22 de maio de 2012

REMEXENDO MINHA GAVETA: FUTEBOL DE CAMPO, KARATÊ, FUTSAL, PANDORGA, FUTEVOLEI, CICLISMO, FUTEBOL DE AREIA, NATAÇÃO E GINÁSTICA NA PRAIA.



Um dia desses, remexendo minha gaveta, encontrei velhas pastas, papéis dobrados e um monte de anotações. Curioso, fui abrindo um a um, lendo e relendo, lembrando-se de fatos que aconteceram no esporte em Porto Belo. O ano era 2001.
Praia do Perequê e o professor Cristiano proporcionando muita alegria e atividade física na Ginástica na Praia, que era realizada diariamente, contando com um grande número de participantes e com grande apoio do comércio local.
E o Mauro, grande comandante da equipe do Estrela Azul, campeã do Campeonato Municipal de Futebol de Areia. Teve a participação de nove equipes: Estrela Azul, a vice-campeã Rio Grandense, Saíra Lenço, Bar do Peta, PM Cuba, Cervejas, Família Adams, Roma e Enseada.
O artilheiro foi um dos Gaiteiros, Emerson Narcisio de Moraes.
Falou em Karatê, falou do Clóvis Duarte da Silva, eterno batalhador da modalidade. E com ele, a Associação KI-SHIN-TAI de Karatê de Porto Belo, participou da primeira Etapa do Campeonato Catarinense Inter Estilos, realizada em Pomerode.com a presença de sete atletas, a equipe obteve cinco medalhas, com destaque na categoria até 65 Kg para Daniel de Souza, terceiro colocado e o vice-campeão, meu amigão, Leandro Loss.
Na segunda etapa da competição, realizada em Capinzal, o mestre Clóvis Duarte da Silva atuou na arbitragem com destaque. A equipe de Porto Belo, sob o comando do técnico Leandro Loss, teve os seguintes destaques: Janaína Campos, Nerivaldo Martins (Vado da Casan), Silvano Braga, Adriana dos Santos, Daniel de Souza e Deise Duarte.
Nossa equipe também participou das etapas de Pedras Grandes e Corupá e fechou com chave de ouro na Etapa Final do Campeonato Brasileiro, realizada em Maceió, Alagoas, onde novamente nosso professor Clóvis Duarte, com sua inegável competência, fez parte do quadro de arbitragem.
E a molecada na 1 Copa Porto Belo de Futebol de Areia sub-16 com a participação de 6 equipes, sagrando-se campeã , Peixaria do Japonês, com a liderança do  grande Tamide.A equipe do Vila Nova foi a vice campeã e o atleta bom de bola Nando, Fernando Lourenço foi o artilheiro com 12 gols. Como equipe mais disciplinada foi escolhida a turma do Estrela do Porto.
No Futevôlei, com oito duplas participando, os parceiros José David Cota e Luís Fernando Varella foram os campeões.
Na natação, além da tradicional Travessia Ilha de Porto Belo, que estava em sua nona edição, envolvendo cerca de 1000 atletas, tivemos também a participação de IRANY ORNELLAS DE MORAES, representando Porto Belo na 2 Travessia Ilha do Frances, em Florianópolis, conquistando o título em sua categoria.
E o meu amigo Marlun Rebelo, hoje atuando na área de corretor de imóveis, mas sempre ligado ao esporte, colaborou de forma brilhante para a realização da 2 Etapa do Campeonato Catarinense de Ciclismo – Cross Country, que teve a participação de 85 atletas, divididos em 10 categorias, numa realização da Federação Catarinense de Ciclismo, comandada pelo amigo Andrade e com o apoio do Hotel Morro do Sol e da CICLE DJ .
No FUTSAL, a 1 Copa Municipal foi um sucesso, com a participação de 14 equipes: Polícia Militar, Tubarões, Cervejas, Peixaria do Japonês, Mercado Dourado, Rio Grandense, Nova Ericeira, Trovão Azul, São Paulinho, Iate Clube, Markriado, Stop presentes, Gêmeos e JK Alumínio.
Na final, os Tubarões foram os campeões frente ao vice-campeão JK Alumínio. Rubinho, do Cervejas, terceiro colocado, foi o artilheiro e o Vanderlei do Tubarões como melhor técnico.
O troféu Disciplina quem levou foi a turma dos Gêmeos enquanto o JK Alumínio teve a melhor torcida.
Olha a Pandorga no céu. Isso mesmo, o Festival de Pandorga, realizado na praia do Baixio, com 16 participantes: José Cardoso, Samuel Pinheiro, Isaías Lima, Mateus Martins, Romilton Rocha Jr., João Baltazar, Jordão Baltazar, Renato da Silva, Roberto de Souza, William Barnabé, Elial Lima, André da Conceição, Rafael Nascimento, Carlos Antônio Jr. E Vinicius dos Passos.
Foi sorteada uma bicicleta doada pela CICLE DJ e quem levou foi o Renato da Silva.
E a vez dos “velhinhos” chegou ao Futsal. A 1 Copa de Futsal Master com a participação de 7 equipes: Futebol do Porto, Bauer/ Lalinha, Polícia Civil, Miramar, Peixaria do Japonês, Boa Vontade e Veteranos de PB. Com a arbitragem do David e o Clóvis Ferreira Jr. como mesário, a competição foi uma grande festa.
Na final, o Veteranos de PB superou a turma do Boa Vontade, que terminou na segunda colocação e teve o artilheiro Juares Ferreira, com 25 gols. A melhor defesa coube ao Bauer/ Lalinha, o troféu Disciplina ficou com a Polícia Civil e o Miramar com a melhor torcida.
Destaque para o técnico do Veteranos de PB, Ingo e seu auxiliar Beto.
Já no futebol de campo, O Vila Nova conquistava o título em cima do Rio Grandense. Foram 10 equipes participantes: Cervejas, Rio Grandense, Vila Nova, Olaria, Atlus, Estrela Azul, Nativos, Mercado Dourado, Associação Perequê e Sertão de Santa Luzia.
A Associação Perequê levou o troféu Disciplina, melhor torcida para a turma do Olaria, e o campeão Vila Nova teve a melhor defesa, o melhor técnico, Vanderlei e o artilheiro da competição, Carlos Eduardo Guerreiro, Calo.
Vou continuar revirando minha gaveta, pois ela ainda tem muita história para contar.

terça-feira, 15 de maio de 2012

OLHA A ZEBRA AÍ GENTE!!!


Jogavam o poderoso Vasco da Gama e a pequena Portuguesa pelo campeonato carioca de 1964. O técnico da Portuguesa era o folclórico Gentil Cardoso e pouco antes do início da partida, declarou que caso seu time vencesse seria como dar zebra no jogo do bicho. A zebra não existe no jogo do bicho, mas a Portuguesa venceu o Vasco e a expressão “zebra" acabou ficando até os dias de hoje.
Qualquer resultado que  surpreende os torcedores e lá vinha o tradicional Ih!!! deu Zebra.
Quem diria, o Internacional, recém-campeão gaúcho em cima do Caxias, proporcionou uma das maiores zebras do futebol mundial. Todos já contavam como certa uma final no Mundial de clubes da FIFA com a poderosa Internazionale de Milão.
Mas a zebra africana, o Mazembe, aprontou das suas e obteve uma vitória por 2 X 0 e o Colorado voltou pra casa.
Foi assim com o Flamengo na Libertadores de 2008. Passeou no México, goleando por 4 x 2 e os torcedores do rubro negro aguardavam para fazer a festa no maracanã. O América do México meteu 3 x 0 e ZEEEEEEEBRA!!!!!
E a zebra apareceu também pela Copa do Brasil. Em 2005, o modesto Paulista de Jundiaí passou por cima do Fluminense e o Flamengo, novamente perseguido pela zebra, com o Maracanã lotado e o Santo André calou a torcida com 2 X 0 e consegue o título.
Isso confirma que o jogo só termina quando o árbitro apita o final.
Copa do Mundo de 66, na Inglaterra, os italianos precisavam de apenas um empate para classificarem-se para a próxima fase, porém esqueceram-se de avisar o adversário, uma zebra norte coreana determinada e insistente não quis nem saber e aos 42 minutos do segundo tempo marcaram o gol da vitória e a Itália voltou mais cedo para casa.
E outra Coréia, agora a do Norte aprontou outra zebrona para cima dos italianos nas oitavas de final da Copa de 2002 e despachou a Azurra, após um empate no tempo normal e um gol na prorrogação e outra volta mais cedo para casa.
Nessa mesma Copa, a então campeã mundial França, na abertura da competição, e a zebra com a estreante em Copas, a equipe africana do Senegal metia 1 X 0 nos franceses.
Voltando um pouco no tempo, Copa do mundo de 54, na Suíça e a Hungria tinha um timaço e chegava como grande favorito ao título. Ainda na fase de oitavas de final, a Hungria, liderada pelo genial Puskas enfrentaria a Alemanha, aplicando uma sonora goleada de 8 X 3.
Na grande final, húngaros e alemães voltariam a se enfrentar e com 8 minutos de jogo, a Hungria já vencia por 2 X 0. Seria mais uma arrasadora goleada? A Alemanha não se entregou, foi para frente, empatou o jogo e aos 39 minutos do segundo tempo, olha a zebra aí de novo, virada no placar, 3 X 2, os alemães campeões mundiais num resultado que ninguém acreditava ser possível.
Mas zebra e daquelas enormes, aconteceu, infelizmente, para nós brasileiros, com a nossa seleção.
Copa de 50 ,realizada no Brasil e nossa equipe era praticamente imbatível. O regulamento previa um quadrangular final entre as equipes do Brasil, Suécia, Espanha e Uruguai.
Enquanto os uruguaios penavam para empatar com a Suécia em 2 x 2 e uma vitória apertada contra a Espanha por 3 x 2, o Brasil destruiu os suecos por 7 x 1 e arrasou os espanhóis com outra goleada de 6 X 1. Com um simples empate frente ao Uruguai e o Brasil conquistaria, dentro de casa, o seu primeiro título mundial.
Maracanã lotado, o jogo começa com o Brasil pressionando, tomando a iniciativa e partindo para o ataque. Os uruguaios se fechavam na defesa e arriscavam alguns contra ataques.
Final do primeiro tempo e 0 X 0.
Começa o segundo tempo e logo o Brasil faz um 1 X 0 e o carnaval explode dentro e fora do estádio. Aos 21 minutos, o que parecia impossível, acontece e o Uruguai empata o jogo.
A torcida se cala, os uruguaios se agigantam e, naquele momento, a Copa acaba para o Brasil.
O Uruguai passa a dominar o jogo, ataca, pressiona, parte para cima e faltando 10 minutos para o término da partida, vem a virada, 2 X 1.
Fim de jogo!!! os uruguaios não acreditando na conquista, os brasileiros chorando e a Zebra, ou melhor, muitas zebras passeando pelo Maracanã.
Um aviso ‘as equipes do Santos, Fluminense, Corinthians e Vasco. A zebra anda solta por aí.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

FRANGUEIRO!!!!!

Uma águia solitária. O homem misterioso. O último defensor.
São muitas as definições, mas quando ele falha de forma inacreditável, lá vem o coro: Frangueiro!!! Frangueiro!!!!!!
Tivemos grandes goleiros e todos eles têm a sua história para contar. O bi campeão em 58 e 62, Gilmar dizia que era preciso tomar um bom frango, pois iria ajudar na formação do goleiro.
Na Copa de 82, Waldir Peres sentiu isso na pele. Um chute inofensivo do jogador da então União Soviética, foi tranquilo para defesa, agachou-se, e nem viu a bola passar por entre os braços.
Barbosa, excelente goleiro, mas aquele gol na final de 50 que nem frango foi, fez a torcida brasileira esquecer-se de todas as suas milagrosas defesas.
O frango comprova que ali, debaixo da trave, não está uma máquina infalível. É um simples mortal que treina arduamente no dia a dia, que leva pancada, leva bolada, que se joga nos pés do adversário, que leva tombos incríveis, que espalma para escanteio uma bola ‘a queima roupa, que salva o gol certo com a ponta dos dedos, que executa uma maravilhosa ponte e encaixa firma a bola, que defende o pênalti aos 45 do segundo tempo, que grita com seus defensores, alertando sobre os ladrões, que se benze antes, durante e depois do jogo, que encara o árbitro sem medo, que escuta no canto da trave, as orientações do massagista enviadas pelo técnico, que assiste sozinho e de longe, o gol de sua equipe no outro lado do campo e vibra demais e por que não pode tomar um frango de vez em quando.
O frango que o goleiro toma é uma demonstração da fraqueza humana e determinados frangos deveriam ser expostos em fotos, pinturas para que possamos sempre lembrar que todos nós somos passíveis de falhas.
Ôôôôô!!!!! Lá vem mais chute. Atenção!!!! Pode ser mais um frango ou não. Depende de você.