sexta-feira, 25 de março de 2016

É GOL!!! É GOLAÇO!!!!

É gol, é golaço!!! Um dia desses, depois de muito tempo, reencontrei uns amigos do tempo do ginásio.
Num primeiro momento, alguns deles era impossível reconhecer; muitos quilos tomaram parte do corpo, o cabelo, outrora, caindo pelos ombros, desapareceram como num passe de mágica.
Mas a paixão por bater uma bolinha, essa permanecia intacta, a mesma vontade, embora a velocidade e o jogo de corpo não estivessem no mesmo ritmo.
Você pra lá, aquele pra cá e os times sendo divididos sem muito critério, afinal, a bola os aguardava para mais uma pelada, como nos velhos tempos.
Uma corridinha de leve para aquecer, tentativas de alongar o corpo, chutes para testar o goleiro e vamos para o jogo.
Muita descontração, os atletas de fim de semana, felizes com o reencontro, o craque da escola tenta uma caneta pra cima do beque de espera, porém, sem sucesso e a turma vibra com o lance.
De longe, arrisca um bate pronto, o goleiro dá seu máximo e consegue espalmar para escanteio. Não tem torcida para aplaudir, vaiar ou xingar, nem tampouco um técnico para chamarem de burro. Na arquibancada improvisada, chega uma molecada, não entendendo nada mas gostando do que está vendo.
Placar, nem pensar.Mas gol é gol e pode ser do craque ou do perna de pau, passou da linha das trave, é golaço.
E, feito o golaço, cada um tem sua maneira de comemorar, corre pra torcida e vibra junto, dá um salto mortal, olha pro céu e agradece a Deus, cria uma nova dancinha , chuta a bandeira de escanteio, soco no ar, lembrando o rei. É gol, é golaço.
E quem fez o gol, está pouco ligando se é no campo do poderoso Barcelona ou no velho campinho de terra batida, se o estádio está lotado ou se tem tem apenas alguns gatos pingados vendo o jogo.
A sensação de fazer um gol, enche de energia qualquer um, deixa feliz, aliviado, a bola entrando. Gol!!! Golaço!!!!

AH! TÁ! PAGAR IMPOSTO

   



Educação gratuita para todos, garantindo oportunidades iguais de acesso ao ensino desde a pré-escola até a universidade. O sistema de saúde atende a todos com muita qualidade e de graça.
As cidades são limpas, bem cuidadas e com segurança. O transporte público é organizado, com muita eficiência e, acreditem, não se paga pedágio.
E o povo não reclama, com orgulho de pagar os impostos ao governo.
Brasil? Não! Estamos na Suécia.
Por aqui, tem que pagar e não tem conversa. Mas pagar porque e para que?
Ah! Mas é um dever de todos nós, cidadãos, pagarmos os impostos ao Estado, pois assim, teremos um país melhor, com uma economia forte e um melhor desenvolvimento social.
Você paga seus impostos, o Governo Federal recebe, reparte o bolão com os estados e municípios e todos ficam felizes para sempre, com tudo funcionando ‘as mil maravilhas. Ah, tá.
Tem os programas bolsa-tudo, geração de empregos, inclusão social, onde? e o povo sorrindo ‘a toa.
Tá precisando de grana para sua plantação de milho? querendo construir sua casa? E tem as novas estradas sendo construídas, reformadas, remendadas, os portos e aeroportos sendo ampliados.
Cuidados com o meio ambiente, antes que ele se transforme em 1/4 ambiente.
Maravilha, o esporte sendo levado a sério, Copa do Mundo, Jogos Olímpicos e a cachoeira não parando de jorrar dinheiro dos seus impostos.
O seu bolso cada vez mais pesado e o destino do dinheiro de seu imposto é um tiro no escuro, ninguém sabe para onde vai, embora alguns saibam muito bem.
Saúde quebrada, educação mal educada, segurança insegura e por aí vai. Continuamos pagando impostos e retorno que é bom, nada.

quinta-feira, 3 de março de 2016

NATAÇÃO: TRADIÇÃO EM PORTO BELO




Cadê a tenda? o dia promete.Céu azul, o mar ainda tranquilo e nem aí do que viria pela frente. O pessoal chegando, um café engolido rapidamente, 6 da matina, muito trabalho os aguardando, caixas e mais caixas sendo carregadas e o Chico da Fesporte resmungando, cade a tenda?
Finalmente , a tenda é montada, mas a agitação é enorme e mãos ‘a obra.O podium sendo preparado, os patrocinadores preparando seus produtos,e o som, onde vai o som, alguém pergunta e o Fabrício do som tranquiliza a todos, ajeitando as caixas debaixo do jambolão, testando os microfones, tudo certo.
A equipe de resgate na água com seus jets ski, prontos para o trabalho, os caiaqueiros a postos e os atletas chegando, confirmando suas inscrições, pegando seus kits e encaminhando-se para o pier, onde os parceiros pescadores fariam o transporte até a Ilha de Porto Belo, local da largada.
O Lucio no microfone, falando o tempo todo, descrevendo as maravilhas  de Porto Belo, do sucesso dessa prova, divulgando os apoiadores. O Marcelo Amim e o parceiro de longa data,  Marcelão, providenciando os últimos detalhes, a equipe da Fundação de Esportes deixando tudo pronto, muitas frutas e água para a chegada dos nadadores.
Um corre corre pra lá e pra cá, o mar, até então tranquilo, agita-se com as braçadas firmes dos atletas que dão a largada de mais uma Travessia Ilha de Porto Belo.
Quem diria que essa prova que nasceu em 1993, com apenas 16 bravos nadadores, se transformaria em um evento que faz parte do calendário brasileiro, com a participação de atletas olímpicos, atletas de ponta, de várias regiões do país, atletas que praticam a natação, formando um colorido maravilhoso nas águas da praia de Porto Belo.
Durante todos esses anos, desde  a primeira travessia, quero agradecer e prestar uma homenagem a todos que, de alguma maneira, colaboraram para o sucesso desse evento, tornando possível, o sonho de um apaixonado por esportes.
Quero parabenizar os parceiros e batalhadores Teco, Ginho, Ricardo e Jonatha, juntamente com suas equipes de trabalho, que colaboraram para o desenvolvimento do nosso esporte.

domingo, 21 de fevereiro de 2016

TAKRAW E CHINLONE – CHUTE NO BAMBU COM DANÇA


Chame seus amigos do futevolei, do voleibol, o pessoal do futebol e os praticantes de capoeira. Todos juntos numa quadra similar a de voleibol e prontos para o Sepak Takraw, que no idioma malaio significa chutar o bambu.
É um esporte nativo do sudeste asiático, muito popular na Tailândia, Indonésia, Camboja e Malásia, que lembra um pouco de voleibol e futevolei, que, em sua origem, utilizava uma bola de rattam, espécie de bambu, embora atualmente,  seja utilizada uma bola de material sintético. A bola permite que os atletas a toquem pelos seus pés e pela cabeça.
O objetivo é passar a bola por cima da rede, sendo permitidos até tres toques por equipe, sendo que um mesmo atleta pode executar. O bloqueio é válido desde que mãos e braços não toquem na bola e o jogador não toque na rede.
E se você pensa que não tem brasileiro na áreae chutando firme o bambu, saiba que somos tri campeões nessa modalidade.
Outro esporte exótico e também muito popular no sudeste asiático é o Chinlone, onde a dança tem papel essencial. Embora não tenha caráter competitivo, pois a finalidade não é fazer gols ou pontos para sua equipe, os seus praticantes tem que ter uma habilidade fora de série, buscando apresentar uma dança que encha os olhos do público.
Os jogadores podem utilizar os pés , os joelhos e a cabeça, passando uma bola entre eles e tendo que rodar o tempo todo em círculos.
Um dos jogadores, o solista, segue para o centro do círculo, onde irá apresentar dança com diferentes movimentos que lembram golpes de artes marciais,enquanto os demais jogadores seguem passando a bola entre eles, num gira gira sem parar. Sempre que a bola cai no chão, o jogo é interrompido, sendo rapidamente, reiniciado.
O Chinlone é praticado há 1500 anos, com sua origem na corte da antiga Birmânia e seus praticantes são verdadeiros mestres , com habilidade acima da média em não deixar  cair a bola no chão, assim como pela maneira como executa os movimentos de dança.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

JUSTIÇA SOCIAL ENTRA EM CAMPO

             

Justiça Social. Desejo de muitos e presente para poucos. E o jogo não é moleza. Tem a turma que só leva em banho Maria, toca a bola de lá pra cá, dribla um, dois, toca de lado novamente e quando chega na cara do gol, dá um chutão por cima da trave.
Não querem ganhar, pois se continuar do jeito que está, melhor ainda, afinal, mesmo que o gol não saia e percam o jogo, a história é a sempre a mesma, ganham de alguma forma.
Pode ser você sozinho, logo aparece um que acredita na causa, outros se juntam ao grupo, bola pra frente, buscando mudanças, brigando pelos seus  direitos , seguindo seus deveres e logo serão muitos que irão partilhar das mesmas idéias, entrarão em campo dispostos a ganhar com vontade, desempenhando suas funções com o máximo de eficiência possível, cobrando das autoridades, ações que tenham como objetivo o combate ‘as práticas de corrupção,  de expulsar de campo, aqueles que tentem vencer a qualquer custo.
Educação é fundamental para que os resultados aconteçam, com  a execução de um trabalho de base bem elaborado, bem orientado, onde cada um de nós faça a sua parte, mesmo que , levando muita pancada, caindo e levantando e não desistindo.
O jogo promete ser longo e muito disputado, mas depende de nós alcançarmos um grande resultado por uma sociedade mais justa.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

FUTEBOL DE RUA

Turma, depois da aula, tem pelada no campinho. Não tinha erro e o encontro estava marcado com a molecada. Vai ter futebol.
E nada de muita frescura, essas coisas de regras escritas, todo mundo descalço e a palavra de cada um é que valia. Gritou, é falta, e o jogo era parado. De vez em quando, tinha um ou outro que não aceitava, teimava que não havia sido mão, mas sem chances, a falta era marcada e o jogo rolava solto.
Par ou impar e nada dos dois craques da rua estarem no mesmo time. Era um pra lá e outro pra cá. Quem quer ser goleiro? Então, um pra cada lado. Se não aparecesse nenhuma boa alma pra catar no gol, muitas vezes sobrava pros perebas ou então, combinavam que todos jogariam um pouco no gol.
Time com camisa faz gol na garagem da D. Berta e o time sem camisa vai bombardear o portão da D. Emilia. O dono da bola tinha algumas regalias e sempre dava um jeitinho de cair no melhor time, caso contrário, tinha o perigo dele pegar a bola e se mandar pra casa.
Bola na lateral ou escanteio, “ é nossa” e quem pegasse primeiro, fazia, rapidamente, a cobrança, sem direito a choro.
Deu bicão na bola que foi cair na casa daquele cara chato, tem que ir buscar. E aquele grito que ecoava na vizinhança, uma entrada dura na canela, quebrou, não quebrou. Falta garantida no berro.
Uma vez ou outra, o clima esquentava, um bate boca rolava, início de confusão, mas a turma do deixa disso logo chegava, acalmava e a pelada continuava.
A bola correndo solto, todo mundo suando muito, cansados, a noite chegando.
O jogo tá 8 X 1 pro time sem camisa, as mães chamando pro banho, dando um ultimato, ameaçando que, se não viessem imediatamente, o castigo viria a cavalo.
A regra é clara, como diz o Arnaldo. Quem fizer o primeiro, ganha.

MOSTRA A FAIXA, CAPITÃO



E não tem pra ninguém.Estão vendo essa faixa no meu braço? Eu sou o novo capitão do time. Nem adianta reclamar ou pedir alguma coisa. Não tem conversa e quem manda aqui sou eu, deu pra entender?
Eu escolho os titulares, quem joga aqui e ali, quem vai ficar no banco e sem choro. Reclamou, tá fora. E voces aí no fundo da sala, mais uma gracinha e dou um bom gancho pra todo mundo.
Assim era o capitão. Linha dura, sem diálogo, sem papas na língua e o jogo ia ter início.
O grande capitão, o dono da bola, gritando com todo mundo, fazendo pressão, mandando e desmandando, enquanto o técnico seguia calado no banco de reservas.
O jogo segue, o adversário parte pra cima e num lance perigoso, bola na área, a defesa aberta, eis que surge o grande capitão, todo senhor de si, com o famoso, deixa que eu resolvo sozinho, arma a perna direita, bola meia altura e o canhão sai dos pés dele e vai subindo , subindo, perdendo a força e, descendo, descendo, até que, finalmente, é parada pelo capô do carro do seu Pimenta.
O homem invade o campo, cuspindo fogo, intimidando a molecada, ameaçando que iria chamar a polícia e  reclamar com os pais deles. Queria saber quem tinha sido o autor do “ crime” contra seu carro.
Silêncio total. Ninguém ousa se mexer, um olhando para o outro, sem saber o que fazer. E agora, José? vai sobrar pra todo mundo e pode esquecer as peladas de rua durante um bom tempo.
Mas, peraí, e o bom da boca? o que manda e desmanda, que nunca escuta ninguém e decide sozinho, fazendo o que bem entende?

E o coro é geral. Mostra a faixa, capitão, que o seu Pimenta quer ver.