segunda-feira, 25 de julho de 2011

FUTEBOL DO PORTO: FAZENDO HISTÓRIA NO ESPORTE DE PORTO BELO

FUTEBOL DO PORTO: Fazendo história no esporte de PORTO BELO

1988 .Parece que foi ontem, mas já se passaram 23 anos. O Brasil estava no intervalo entre duas Copas do Mundo. Em 86, no México, as penalidades máximas nos derrotaram e em 90, foi a vez de Maradona nos mandar mais cedo para casa.
O Campeonato Brasileiro, naquele ano, chamado de Copa União, foi vencido pelo Bahia e nos Jogos Olímpicos de Seul, fomos medalha de prata no futebol, com destaques para os futuros tetra campeões em 94, Romário, Taffarel e Bebeto.
Em São Paulo, o Corinthians torna-se campeão e no Rio de janeiro, o Vasco é campeão em cima do rival Flamengo.
Aqui em Santa Catarina, o Avaí é campeão e, mal sabia ele, que teria que esperar até 1997 para soltar novamente o grito de campeão.
Embora com tantos problemas sociais em nosso país, como conseguimos tanto sucesso dentro das quatro linhas? Mesmo quando não vencemos a competição, a mística de melhor do mundo, permanece.
O futebol é um esporte simples, com poucas regras, embora, com muitas interpretações; basta um pequeno espaço, uma trave improvisada e uma bola. Do nada, surgem os craques da bola e não importa se são altos, baixos, fortes ou não, pois todos têm vez pra bater uma bolinha.
E cá estamos em PORTO BELO. Assim como em todo cantinho desse nosso Brasil, as peladas acontecem. Entre tantas outras equipes que batiam sua bolinha nos fins de semana, havia o time da PREFEITURA, e ele era assim chamado, pois a maioria de seus jogadores na época, eram funcionários da PREFEITURA de PORTO BELO.
Um torneio aqui, um campeonato ali e o time da Prefeitura estava presente, sempre participando, mas o grupo foi aumentando com a aquisição de atletas que não pertenciam ao quadro da Prefeitura e todos ansiavam por uma identidade própria.
Coube a alguns atletas e colaboradores do ainda time da Prefeitura, resolver fundar um novo clube, com estatuto próprio, diretoria empossada e, principalmente, um nome para a nova equipe.
O saudoso Sr. Mario Mafaldo de Carvalho, torcedor roxo do Figueira e Janilson Gabriel Paulo, Fluminense desde pequenininho, tomaram as rédeas e fundaram o FUTEBOL DO PORTO.
Já havia uma simpatia com a tradicional equipe portuguesa, Futebol Clube do Porto e o Brito me dizia que manteve contato com a diretoria do time português, mas o que, realmente, definiu a denominação da equipe, foi poder prestar uma justa homenagem ‘a cidade de PORTO BELO.
Nascia o FUTEBOL DO PORTO!!!!! As cores escolhidas para representá-lo foram as mesmas que ostentam a bandeira do município de PORTO BELO, vermelho, azul e branco e o escudo, idealizado e executado pelo Antonio Brito Jr., o nosso amigo Brito, foi inspirado no brasão de PORTO BELO.
Era apenas o início de uma jornada de pessoas abnegadas pelo esporte, Ainda havia muito por vir. O trabalho estava só no primeiro tempo de jogo e para que o FUTEBOL DO PORTO tivesse condições de realizar grandes jogadas dentro do campo, era preciso organizar-se fora dele.
E foi formada a primeira diretoria da seguinte forma:
Presidente: Pedro Virgílio Dell`Agnollo
Vice- Presidente: Ely Rogério Inácio
Primeiro  Secretário: Valmor Moraes
Segundo Secretário: Edson Machado
Primeiro Tesoureiro: Valdemar Pedro da Silva
Segundo Tesoureiro: Alexandre Moreira
Diretor de Esportes: Mario Mafaldo Carvalho Filho
Diretor Técnico: Paulo Roberto Neves
E o FUTEBOL DO PORTO estava sendo reconhecido em toda nossa região, não apenas pelas conquistas obtidas no campo de jogo, mas, principalmente, pela organização e doação de todos, atletas e dirigentes, fora de campo, sempre prontos para auxiliar num bingo, num jantar dançante, seja qual fosse o evento, lá estavam eles.
A equipe foi crescendo, obtendo títulos e mais títulos, Em cinco oportunidades, foi campeão do Campeonato Municipal de Futebol de Areia em Porto Belo e no Campeonato Municipal de Futebol de Campo em Porto Belo, seu capitão ergueu a taça de campeão em nove edições.
Participou com sucesso e obteve um vice campeonato na competição de Futebol de Areia Municipal, em Balneário Camboriu.
Conversando com atletas do FUTEBOL DO PORTO, eles enfatizaram o trabalho de três treinadores que passaram por lá, o professor Marinho (atual diretor do Colégio Tiradentes), o Luca, de Bombinhas e o Toninho, funcionário aposentado do BESC.
O FUTEBOL DO PORTO soube, com competência, unir os elos de sua estrutura, onde todos têm a responsabilidade de fazer o melhor pelo clube.
GRANDE CONQUISTA:
Em 1994 foi o grande campeão da Liga do Vale do Rio Tijucas. A Comissão técnica era assim formada; Professor Marinho, Nido, Genásio, Toninho do BESC, Junior (Palácio das Novidades), Rubenil, Américo, Udson, Luciano e o folclórico e boa praça Labruna.
Os atletas que participaram dessa conquista: Gean Carlo, Marcão, Cabrinha, Nerico, Tico, Budal, Nilson, Marcelo, Manoca, Mauricio, Perrone, Gideon, Valério, Joel, janilson, Nenen, Brito, Jefferson, Bebeto, Ci, Jean Kalil, Ginho, Marcos, Neto (Landinho), Valmorzinho, Luriê, Edinho, Zezeca e Veroni.
A equipe do FUTEBOL DO PORTO estava preparada para a grande final. Sabia que seria um jogo duríssimo, pois do outro lado estava a eficiente equipe do Humaitá, de Nova Trento. O local do jogo foi o Estádio do Galeão.
Começa a partida, jogo nervoso, os atletas das duas equipes tentando acalmar os nervos, os lances acontecendo, tentativas de jogadas nem sempre bem sucedidas, até que o árbitro assinala uma penalidade máxima a favor do FUTEBOL DO PORTO; os nervos que estavam ‘a flor da pele, transformaram-se em um entusiasmo contagiante na torcida e nos atletas.
Ci, centro avante habilidoso encaminha-se, com a bola nas mãos, em direção ‘a marca da cal, concentra-se, olha para o goleiro com que querendo intimidá-lo, toca na bola, mas... essa, desafiando-o, nega-se a entrar no gol.
E o 0 X 0 persiste, com o jogo ficando cada vez mais nervoso e desafiador para ambas equipes. Perrone, um jogador muito batalhador, é expulso e, como se não bastasse, pênalti para o Humaitá, 1 X 0, sem chances para o goleiro.
O FUTEBOL DO PORTO com um atleta a menos e placar adverso, motivavam torcedores e jogadores adversários, antevendo o título. Mal sabiam eles da doação, da perseverança, da vontade de vencer que tinham aqueles atletas, com o mesmo espírito que tiveram na fundação e manutenção do time. Tudo sendo absorvido, dentro de campo e coube a um garoto que eu conheço desde criança, converter a penalidade máxima que daria o empate ‘a equipe do FUTEBOL DO PORTO. Com seus 17 anos, sempre me chamou a atenção no colégio por sua vibração e o prazer que tinha em jogar bola.
E, como se estivesse jogando no recreio da aula, foi lá, bateu e decretou o empate. O nome dele? Jean Kalil, a quem eu admiro até hoje.
Fim de jogo no seu tempo normal. 1 X 1 e o título seria decidido na prorrogação.Mas dessa vez, não tinha nem goleiro e nem bola para intimidá-lo ou desafiá-lo.O artilheiro CI, por duas vezes, deixou a bola no fundo das redes e o FUTEBOL DO PORTO, pelo placar de  3 X 1, conquistava seu maior título, de forma merecida.
O FUTEBOL DO PORTO continuava em sua trajetória e, aos poucos, a equipe principal foi sendo desativada, com novos desafios pela frente e a diretoria resolveu investir em uma equipe máster, que se reuniria aos sábados em amistosos com equipes da categoria.
Em 2002, O FUTEBOL DO PORTO adquiriu um terreno no bairro Alto Perequê, em Porto Belo, com o objetivo da construção de um campo e sede social próprios.
Quem diria... o sonho de 1988 estava se materializando. O FUTEBOL DO PORTO conta com um excelente campo para a prática do futebol e uma sede social aberta para a comunidade.
JANILSON, você que foi um dos fundadores, você que sempre foi um batalhador dentro e fora de campo... nada  mais justa a homenagem, dando o nome de seu pai, Sr.Gabriel Paulo ,torcedor símbolo do clube, ao Estádio do FUTEBOL DO PORTO.

Agradeço ao Janilson e ao Brito por informações que me auxiliaram no texto, homenageando a todos que fizeram a história do FUTEBOL DO PORTO.

domingo, 17 de julho de 2011

CRAQUES DO MIRAMAR

OS CRAQUES DO MIRAMAR

Já faz um bom tempo e eu mostrava antigas fotos para alguns de meus ex alunos do Tiradentes. Num lance rápido, como se ele estivesse partindo pra cima do zagueiro, olha daqui, olha dali, vai lembrando-se dos jogadores que estão na foto e, quando percebi, já era tarde e uma das fotos já estava m seu poder. Devolver a foto??? Nem pensar e se mandou.
Passaram-se alguns anos e para minha surpresa, recebo um e-mail com a tal foto em anexo, onde ele, o mesmo que havia me tirado a foto, me fala o seguinte: pai Vadão!! Essa foto é digna do quadro do Milton Neves, “Que fim levou?” e ainda dá uma gozada , por causa do meu bigode.
Não me canso de repetir. O período em que lecionei no Tiradentes foi maravilhoso. Os alunos com os quais trabalhei, foram muito mais que alunos, foram meus amigos e eu, pelo menos tentava, tratá-los como se fossem meus filhos.
ZAGA, ZAGUINHA, CARLOS GONZAGA FILHO, foi ele quem começou com essa história, quando me levou a tal foto.
Na foto em anexo, os craques do MIRAMAR:
Em pé: LOURIVAL, NETO (LANDINHO), JUNIOR do ARAÇÁ, MAIKO e SIDNEI do ARAÇÁ.
Agachados: NANDO, LEANDRO, ZAGUINHA, ANDRÉ (DÉ), FRANCISCO (TUPISCO) e RONALDINHO.
E a história de hoje é dele... ZAGUINHA, que escreveu esse relato que me deixou muito emocionado e feliz.
“Bem, caro PROFESSOR, por trás dessa foto tem uma longa história, que vamos ver se consigo relatar a seguir:
Ano de 1991, época de uma geração fominha por bola, futebol todos os dias na hora do recreio e como todo bolinho que se preze, existia aquela tradicional panelinha. Nos dias de semana, em horário de aula, ficávamos ‘a espera do recreio, para aquele salãozinho na famosa quadra de cimento do colégio. Mas o pessoal queria mais. Daí a idéia de formar um time para jogar aos finais de semana no campo do Vila Nova, foi automático;começaram a surgir times de outros bairros, e a rivalidade foi aumentando, até que surgiu o Campeonato de Futebol Juvenil/Junior de Porto Belo.
Reunimos o pessoal, arrumamos um jogo de camisa emprestado do futebol do Porto, nas cores branca e azul e só faltava o nome, Resolvemos homenagear os craques do passado da nossa cidade do time do Miramar.
O campeonato começou, as vitórias aconteciam naturalmente devido a grande qualidade do nosso pessoal, mas tinha uma equipe que era tão boa quanto a nossa, a equipe do MCLAREN (Vila Nova), e no cruzamento (semifinal), justamente no nosso caminho, eles apareceram.
Semifinal marcada para o sábado, semana difícil de passar, na escola só se falava nisso, estudar era difícil, à noite ninguém dormia, essa coisa de jovem fominha por bola, e, finalmente o grande dia chegou, chuteira limpinha, tinha camarada que dormia com ela pensando com qual delas faria o gol. Jogo truncado, bonito de se ver, até que no segundo tempo, o árbitro (Professor Vadão) torceu o pé e a partida foi paralisada para o atendimento do mesmo, na bolsa de massagem, que  nem existia , ate que corre daqui, pega dali, apareceu um antiinflamatório poderoso... acredite se quiser, uma bola de sorvete isso mesmo uma bola de sorvete, quer saber o sabor ai já é demais ,né? trazida pelo Leandro da Teta. O juiz foi medicado, substituído e a partida recomeçou, em alto nível. Nós precisávamos ganhar para ir para prorrogação, jogo no finalzinho e na casa dos 40 min., escanteio pra nós, Neto (Landinho) na cobrança, todo mundo na área, marcação cerrada, a bola viajando pela área e eu, Zaguinha, entro de peixinho e faço o gol que leva para prorrogação, Daí em diante, o Ronaldinho me apelidou de cabeça santa.
Ganhamos na prorrogação, indo para inédita final contra a equipe do Bombinhas. Já no jogo da final, só lembro-me do resultado, 4x2 para o Miramar, sendo que eu marquei um gol e o Neto (Landinho), o outro. O artilheiro foi o Lourival e o craque do nosso time, sem dúvida, era o Sidnei do Araçá. Mas, olhando a foto hoje, o maior troféu que ganhamos foi de que, por trás disso tudo tinha um PROFESSOR chamado Osvaldo Di Pietro, que nos ensinou muito mais do que só jogar bola, pois com aquele seu jeito durão, conseguiu formar muitos de nós em homens de caráter. Por isso fica aqui registrado depois de 20 anos a homenagem do time do Miramar ao PROFESSOR VADÃO, pois tivemos a sorte de sermos lapidados não só por nossos pais, mas por uma pessoa como você, forte de caráter e decidido nos seus objetivos; Nos dias de hoje, fico torcendo para que no caminho dos meus filhos tenha um PROFESSOR VADÃO, para ajudar na educação deles.
Abraço da Equipe Miramar e em especial do seu Aluno Zaguinha”
 


domingo, 3 de julho de 2011

LEI DE GERSON ENTRA EM CAMPO

LEI DE GERSON ENTRA EM CAMPO
Final de campeonato!!! O estádio lotado, os torcedores vibrando com as suas equipes. Jogo quente, 0 X 0, o tempo vai passando e aos 48 minutos do segundo tempo, num impedimento claríssimo não marcado pelo árbitro, a jogada segue, a torcida xinga, num lance rápido, o centro avante na banheira, salta no seu limite máximo,porém não suficiente para alcançara bola com a cabeça...eis que surge a mão salvadora e Goooooolllllll!!!!
E o governo ganha mais uma partida.
Pois foi isso que ocorreu, após a aprovação do texto da medida provisória, que formaliza as regras especiais para a realização de obras e serviços relacionada com a Copa de 2014 e os Jogos Olímpicos em 2016. Esse ato possibilitará a licitação sem o conhecimento prévio a ser pago.
Há tempos que o Planalto vem driblando os dispositivos da lei 8666, que regulamenta as licitações oficiais, alegando a necessidade urgente de modernização da sempre deixada de lado infra estrutura de nosso país.
Chutão pra frente, bola na direita, o ponta parte em velocidade rumo ao gol adversário e, dessa forma, poderemos ver os estádios e demais serviços sendo entregues no prazo previsto.
Serão concedidos super poderes para a FIFA e COI ( Comitê olímpico Internacional), e essas instituições poderão determinar as mudanças que julgarem necessárias nos projetos e na execução de obras e serviços.
Significa que a empresa contratada não precisará fazer um projeto para vencer a licitação e o governo poderá ocultar o valor que terá que desembolsar. Ficaremos sem saber se o custo da Copa e das Olimpíadas foi maior ou menos do que o previsto e o porquê disso.
Você vai ao jogo e antes do seu início, falta energia no estádio. Sem problemas, o jogo acontece, gols são marcados, termina a partida. Se alguém ganhou ou perdeu, não tem como saber.
Tudo às escuras e você não entende nada... ou melhor...faz que não entende.

terça-feira, 14 de junho de 2011

O LEGADO DA D. DEJANDA

O LEGADO DA D. DEJANDA Já faz algum tempo que eu queria escrever algo sobre os filhos da D. Dejanda e, creio que faltava um sinal de... vá em frente, até que, um dia desses, eu estava saindo de casa, passando em frente ao bar do Carlão e, como se o árbitro, no meio do campo, observando o posicionamento dos jogadores, olhando para seus auxiliares, conferindo se está tudo certo e...apita o início do jogo.
Pô, Vado!!!!! Não vai escrever alguma coisa sobre mim? Eu brinquei com o cara, mas esse era o estopim para seguir adiante.
Os filhos da D. Dejanda. O alerta me foi dado pelo Didinho, tricolor doente, que nos bons tempos, era figura carimbada no futebol do Baixio. Se fosse mais alto, talvez o apelido fosse Dido, mas a sua baixa estatura, baixinho mesmo, daí, Didinho, ponta rápido, arisco, que partia pra cima, embora, nem sempre, a finalização fosse o que se esperava. Mas era tinhoso e sem medo de cara feia.
Quem também não tinha medo de cara feia, zagueirão vigoroso, que não achava graça em jogo tranqüilo; pra ele, os noventa minutos tinham que ser pegados, quanto mais, melhor, gritando o tempo todo e ai do atacante que viesse pra cima e tentasse uma firula ou drible a mais.O Vadico, Botagogo até debaixo d’água, não queria nem saber, era bola ou bolim.
Didinho e Vadico, como quase todos nós, passaram por momentos em que a bola teima em escapar de nossos pés, mas deram a volta por cima e são dois caras com quem podemos contar em todos os momentos.
O Ma, que trabalha na Prefeitura Bombinhas já faz tempo.Cheguei a jogar com ele no Veteranos do Miramar.Dependendo do dia, o Ma podia transformar-se num ponta ligeiro, que partia pra cima dos zagueiros ou então...aos berros do seu Zequinha, ele não tava nem aí, quase não se movimentando em campo, parecendo um simples espectador.
E o Beto, talvez vocês lembrem-se dele como o caixa do BESC, sempre atendendo com muita eficiência, mas... quem o viu jogar, daí sim, pode-se comprovar sua verdadeira eficiência.
O volante ‘a moda antiga, que deixava a zaga tranqüila e o atacante adversário temeroso pelo que vinha pela frente. Além de uma boa técnica, era perfeito no desarme e, passar por ele, era osso duro de roer. Jogava quieto e o adversário que não o conhecesse, poderia imaginar que teria moleza, mas era começar o jogo para que essa teoria fosse pro vinagre.
Chico!!!! Você que está lendo esse artigo, com certeza, já passou ou conhece alguém que já passou por suas mãos, na época de tirar o certificado de reservista militar. Um dos mais antigos funcionários da Prefeitura de Porto Belo, grande criador de curiós. Talvez, por conta de sua função no trabalho, pareça mais sério, com um estilo militar, sempre correto, mas é um ótimo papo e procura sempre manter a forma física.
Nenen foi meu aluno e me lembro até hoje, e ele também, talvez se lembre de um torneio de futebol que os alunos do Colégio Estadual Tiradentes foram participar, patrocinado pela Coca-Cola ou Pepsi-Cola.
O Nenen era um dos destaques do time, dotado de uma raça incrível, bola dividida era com ele e com uma boa técnica, daí, ser um jogador chave na nossa equipe.
Quem passa pela loja de material de construção Vulcão, vai dar de cara com o Nenen, palmeirense, atendendo a todos com eficiência de sempre, mas sem deixar de lado seu lado brincalhão.
E tem o craque da família, no meu ponto de vista.
O Ci, que também foi meu aluno no Tiradentes e eu já antevia que faria sucesso nos campos de futebol. É uma eterna criança, com seu jeito brincalhão, muito boa gente e no gramado, mostra toda habilidade com que trata a bola, artilheiro nato e, para cada pancada que leva dos zagueiros, isso transforma-se em combustível e parte pra cima, se possível, com uma canetinha, um chapéu, entrando com bola e tudo.
São cinco irmãos que, embora eu não tenha muito contato, os considero como meus amigos e me orgulho disso.

Obs. Peço desculpas, se não escrevi corretamente o nome da D. Dejanda, mas a intenção foi das melhores.

domingo, 12 de junho de 2011

CADEIRAS VAGAS PARA ÍDOLOS

CADEIRAS VAGAS PARA ÍDOLOS
Pelé já abandonou os gramados há mais de 30 anos, ídolo eternizado pelo seu futebol fora de série e incomparável.
E tantos outros que ultrapassaram nossas fronteiras, tornando-se ídolos de todos os povos. Senna, que teve uma brilhante carreira, interrompida tragicamente. Oscar, o “Mão Santa”, um dos maiores cestinhas da história, que, chorando tal qual uma criança, fez chorar a nação o basquete, na casa deles, no Pan- Americano, em Indianápolis, no ano de 1987.
O nosso João do Pulo, recordista mundial durante tantos anos, no salto triplo, com inacreditáveis 17,89m.Eder Jofre, o “Galo de Ouro”, reconhecido mundialmente, entre os melhores boxeadores de todos os tempos.
E o Zico, que não só é idolatrado por toda nação rubro negra, mas o mundo inteiro reconhece seu talento dentro e fora das quatro linhas.
Guga e Marta, frutos de um espetacular esforço pessoal, pelo fato do tênis e futebol feminino nunca terem o apoio merecido pelas autoridades esportivas, tornaram-se vencedores e ídolos eternos. Talvez, com exceção do futebol masculino e voleibol, os demais esportes são relegados a um segundo plano.
No instante em que um grande ídolo pendura as chuteiras, logo começam as especulações para saber quem será o próximo. E agora é a vez de Neymar. Sem dúvida, um excelente jogador, com brilhante técnica, mas ainda tem muito pela frente.
A forma como o esporte é visto atualmente, com muito marketing e muita grana rolando, há a necessidade urgente de que novos ídolos sejam criados, porém, nem tudo é tão previsível assim.
Senão, vejamos, quem é o substituto de Senna ou do Guga? Não é tão simples como pode parecer.
Não podemos comparar o esporte com a Academia Brasileira de Letras. O cidadão torna-se imortal e, assim que se retira, escolhe-se alguém para assumir a sua cadeira.
Pensando bem, há muitas cadeiras vagas. Quem se habilita?

segunda-feira, 6 de junho de 2011

QUE TAL UM JOGUINHO?

Cansaço, contusões de atletas e o técnico reclamando do calendário brasileiro. Tempo para treinar? Nem pensar... são jogos e mais jogos, onde toda partida é uma decisão, as viagens são longas, Copa do Brasil, campeonato brasileiro, Libertadores, atletas que são peças chaves em suas equipes, sofrem contusões e são desfalques certos, isso, sem contar com essas convocações para amistosos da Seleção, que tem o objetivo de encher, ainda mais, os bolsos da FIFA.
Mas podemos interpretar essas questões sob outro  olhar. O técnico disse que o time adversário não lhe pareceu cansado; achou até que ele estava com ótima disposição. Claro! Se ele admite que jogue com um time extenuado, caso vença a partida, a vitória será desvalorizada, era uma galinha morta. E se perder, é vexame na certa.
Mas como? São jogadores jovens, tem ótimos salários, alimentam-se do bom e do melhor, então, que mal tem em jogar duas vezes por semana? Voltamos no tempo e relembramos dos jogadores do passado, que também tinham um calendário corrido, mas não havia essas frescuras. Porém, nos esquecemos de que as exigências físicas do futebol atual são muito maiores.
É óbvio que se joga demais no Brasil, mas isso acontece em toda parte do mundo. Na roda de amigos, é comum afirmar que o calendário brasileiro é criminoso, enquanto que na Europa, é racional.na verdade, ambos são intensos, pois lá temos os campeonatos nacionais, em turno e returno, a Liga dos Campeões, eliminatórias da Eurocopa.
Joga-se demais e treina-se quase nada. Não há tréguas para descanso e o corpo, apesar de jovem e com vigor, não é uma máquina. Com essa sobrecarga, as equipes, salvo algumas exceções, não rendem o  que poderiam render e o nível técnico cai.
Eis que entram em campo, os donos da sala e estão pouco ligando para isso. O futebol está cada vez mais caro e precisa ser financiado por essa maratona de jogos. A freqüência de público, as televisões transmitindo ao vivo, a venda de todo tipo de produto das equipes, tudo é válido para ganhar dinheiro.
É a regra do jogo. Até as pré temporadas, que deveriam servir para uma preparação adequada das equipes, tornaram-se espetáculos para o público internacional, em busca do maior lucro possível.
Algumas medidas para minimizar os efeitos dessa loucura, poderiam ser tomadas, mas, como dizem alguns técnicos, de nada adianta ficar falando que está errado, porque ninguém vai fazer nada.
O futebol virou um grande negócio, A bola tem que estar sempre rolando para a grana estar sempre girando e cada vez mais rápido.

domingo, 29 de maio de 2011

EXÉRCITO DE ATLETAS


Com apenas 18 anos, ele foi preso e condenado e o motivo foi um ataque contra militares israelenses. Ele, assim como tantos outros, fazia parte de uma milícia armada que lutava para dar fim ao que eles denominavam de ocupação.
Durante vinte anos, o palestino Jibrael Rajoub ficou confinado em uma prisão de Israel. Longe das prisões israelenses, Rajoub, hoje com quase 60 anos, quer formar um verdadeiro exército.
Mas, vejam vocês, desta vez, não haverá armas, com granadas e armas. A idéia é formar uma linha de frente com chuteiras, uniformes e bolas.
Atualmente, Rajoub é o dirigente número 1 no que diz respeito ao esporte na Palestina e tem como objetivo principal, a participação de uma equipe nos Jogos Olímpicos e, também disputar as eliminatórias para a Copa do Mundo de 2014.
Ele vem participando de inúmeras reuniões, justamente para tentar obter a garantia de Israel, para que atletas palestinos possam participar de competições esportivas no exterior.
Enquanto no campo político, o avanço entre israelenses e palestinos ainda seja lento, já no campo esportivo, há esperanças otimistas. Israel propôs a criação de uma linha direta e de um plano que possa solucionar a questão do deslocamento de atletas palestinos, e, dessa forma, poderem participar de competições em outros países.
Embora a ONU não reconheça a Palestina como nação , os palestinos fazem parte da FIFA, órgão máximo do futebol e do COI( Comitê Olímpico Internacional) e já conseguiram, com o auxílio da FIFA, uma verba que permitiu a construção do Estádio de Futebol Al-Ram,  para 8000 espectadores, inaugurado em 2008, porém, permanece o bloqueio de Israel, quanto ‘a obtenção de visto para seus atletas, visando a participação em competições internacionais.
No último mês de março, o Estádio Al-Ram, passou por uma reformulação e foi palco de um jogo histórico. Pela primeira vez, a Seleção da Palestina jogou diante de sua torcida, contra a Tailândia,em partida válida pelo Torneio Olímpico.
O desejo de o Estado Palestino ser reconhecido internacionalmente é, infinitamente maior do que subir no pódio e receber alguma medalha ou taça.
Segundo Rajoub, não basta apenas ter um exército com soldados que garantam a existência. Ele quer, acima de tudo, um batalhão de atletas que percorram o mundo, com a chance de  mostrarem que merecem um lugar no cenário internacional.
Pela primeira vez em sua história, acontecerá uma Liga Nacional de Futebol, que busca, além de uma competição esportiva, o outro lado do povo palestino.Os atletas participantes não competirão pelo título da competição, mas serão verdadeiros embaixadores de um país que existe, mas, que querem ser reconhecidos com o tal.