terça-feira, 31 de maio de 2016

KLAUS ¨ALEMÃO¨ E ZEZINHO: DUPLA DE OURO


O trabalho voluntário tem um peso enorme na transformação da sociedade, onde todos ganham, pois traz benefícios tanto para quem doa parte de seu tempo, bem como para quem recebe a ajuda.
E quando esse trabalho é dirigido para jovens, através da prática esportiva, é algo muito gratificante.
Acredito que ações que tiveram importância  devam sempre ser lembradas e relembradas e, por essa razão, mais uma história de pessoas que merecem reconhecimento de todos nós.
Lá se vão mais de dez anos que, certamente, ficou marcado na vida de muitos jovens. Meus amigos Klaus ¨Alemão¨e Zezinho, José Bento, apaixonados pelo voleibol, decidiram colocar em prática, um projeto, de forma voluntária, onde pudessem proporcionar uma iniciação esportiva nessa modalidade, para os jovens de Porto Belo.
Os treinos aconteciam aos sábados, no Ginásio Antonio Brito, no Vila Nova e, aos poucos, os alunos foram aparecendo, quatro meninos, quatro meninas, fundamentos do voleibol sendo demonstrados, saques, levantamentos, cortadas, manchetes, a cobrança, broncas, elogios e o número aumentando a cada treino, em função do trabalho eficiente do Alemão e do Zezinho.
As amizades fortalecendo-se, a integração da turma, a superação de seus limites e os benefícios obtidos para uma vida mais saudável.
Com o tempo, a Escolinha de Voleibol passou a formar equipes, masculino e feminino, a vontade de aperfeiçoar-se somados ‘a perseverança dos professores e lá estavam eles participando de eventos promovidos pela Fesporte, como a Olesc, Olimpíadas Escolares de SC e Joguinhos Abertos de SC, além da realização de torneios de volei de praia.
Ainda hoje, o grande Alemão, já veterano e o amigo Zezinho continuam batendo sua bolinha e, tenho certeza, orgulhosos do trabalho realizado.

sexta-feira, 20 de maio de 2016

TRAPALHÕES NOS JOGOS OLÍMPICOS


Juiz racista! Foi pressão da torcida, quer puxar para o time da casa. Teve má vontade, passou a noite em claro e estava no mundo da Lua, na hora da competição.Então, você conseguiu roubar a cena, ser o protagonista de uma grande confusão, onde a injustiça mandou e desmandou.
A medalha dourada que deveriaser entregue para o atleta que a fez merecer, caiu de mão beijada para um outro.Jogos Olímpicos de 1980, realizada em Moscou, marcada por um boicote de vários países e o nosso recordista mundial no salto triplo, João Carlos de Oliveira, o João do Pulo, era o grande favorito para subir no ponto mais alto do podium, numa disputa acirrada com o tetracampeão olímpico, que competia em sua casa.
João do Pulo executou doze saltos, sendo que nove deles foram anulados pela arbitragem, pois , segundo os juízes, ele havia pisado na linha de salto, o que não é permitido nessa prova. Num desses saltos, atingiu a marca de 17,80 metros, o que lhe daria o tão sonhado ouro olímpico, mas terminou em 3º lugar, levando o bronze.
Porém, o plano soviético não teve êxito, com o multicampeão soviético ficando com a prata, sendo superado por um compatriota.
Vinte anos depois, a trama foi desmascarada, com o juiz da prova da época, admitiu que não houve irregularidade no salto que daria o ouro para João do Pulo. Um jornal australiano publicou um artigo que explicava que tudo já estava arranjado para que o soviético vencesse a prova, em razão de uma disputa de marcas de equipamentos esportivos.
Outro caso que entrou para a história aconteceu na final do basquetebol nas Olimpíadas de Munique, em 1972, quando se enfrentaram a então União Soviética e Estados Unidos. Até então, os americanos eram imbatíveis nessa modalidade e, mais uma vez, eram os grandes favoritos. Faltando 3 segundos para o término do jogo, os soviéticos venciam por 49 a 48 e num lance que poderia decretar a vitória, o grande astro soviético, Belov, perde a bola, faz a falta, dando chance de uma virada americana.
Os dois lances livres são convertidos por Collins, virando placar e faltando apenas um segundo para acabar a partida.Do banco de reservas, o enfurecido técnico soviético, grita o tempo todo, alegando que havia pedido tempo logo após a execução dos lances livres e a mesa de arbitragem não ter escutado.
Tem início a confusão, o árbitro brasileiro Renato Righetto, desconsidera o apelo do soviético. Eis que surge o presidente da Federação  Internacional de Basquete, como um autêntico ditador e exige, aqui mando eu, que o cronômetro voltasse para os 3 segundos, posse de bola para a União Soviética, enquanto a arbitragem, sem forças para discordar , não tem outra coisa a fazer a não ser acatar a decisão.

Final de jogo e o mesmo atleta, Belov, converte a cesta, 51 x 50, campeões olímpicos com muitos protestos dos americanos que não compareceram para a premiação e, até hoje, as medalhas de prata estão guardadas em um cofre da sede da Federação Internacional de Basquetebol.

sábado, 7 de maio de 2016

LEANDRO LOSS, O FILHO DO SEU NORMANDO


Hora do recreio no  Colégio Tiradentes e o professor de Educação Física em vez de de ir para a sala dos professores, dar uma descansada e jogar conversa fora com os outros professores, preferia ficar no pátio, brincando com os alunos ou na velha quadra de esportes para ver um joguinho que sempre rolava.
Entre uma e outra  brincadeira , o tal professor ensaiava alguns golpes de artes marciais e a roda de alunos ia se formando em torno dele, meio desconfiados com aquele maluco, mas, aos poucos, arriscavam-se e desferiam chutes para o alto e socos no ar até que batesse o sinal para que todos retornassem para as salas de aula. O recreio era para o professor e seus alunos, uma festa, com muito companheirismo e amizade.
Tinha um aluno que ficava sempre observando as “ lutas “ do professor, e chegou o momento que foi para o meio da roda, ensaiando seus primeiros golpes que o levaria para uma caminhada de conquistas em sua vida.O professor já antevia nele, um campeão,  com um poder de persistência enorme, uma vontade de aprender sempre mais e mais, batalhando e superando desafios, além de ser  uma pessoa muito educada, sempre tratando a todos com muitos respeito.
Leandro Loss, o filho do seu Normando, mostrava a que veio e que teria uma trajetória de campeão, com seu jeitão simples de ser, amigo, solidário e competente , que , mesmo com as lombadas da vida, foi em frente  e com golpes de mestre, passando por cima das dificuldades.
Quando o professor Clóvis Duarte apareceu em Porto Belo, para iniciar um trabalho na modalidade de Karatê, era a oportunidade do Leandro aperfeiçoar-se nas artes marciais, mas, o que exalta ainda mais o seu caráter, sempre lembrando dos primeiros chutes e socos com seu professor de Educação Física, amigo e parceiro.
O tempo foi passando, ele perdendo o cabelo, meteu-se na política, embora reconheça que não fosse a sua praia e, de aluno nota 10, tornou-se professor e exemplo para seus alunos.
Juntos, o Leandro e seu velho professor, foram para Florianópolis, em 94, ele como o primeiro atleta que representou Porto Belo em uma edição de Jogos Abertos e seu professor como ““técnico”, embora, quem realmente o ajudou nos treinamentos tenha sido o Fulvio Trevisan, atleta experiente na modalidade.
Por um período, mudou-se para Curitiba e em 97, treinou lado a lado com o então campeão mundial, Nelson Di Santi. Retorna para Porto Belo em 2000, quando  o seu pai, seu Normando, faleceu, no mesmo ano que ele graduou-se na faixa preta, 1º Dan e até 2004, liderando o ranking catarinense de Karatê Interestilos e segue no seu brilhante trabalho, formando novos alunos que, através da prática de artes marciais, tornam-se verdadeiros cidadãos.
E o velho professor de Educação Física tem o maior orgulho de conviver com ele e ter o privilégio de ser seu amigo.

terça-feira, 3 de maio de 2016

REFORMA NA CASA



Tem muita fumaça e onde há fumaça, há fogo. A casa tá caindo, tudo desmoronando. Chama o Nico, o cara é mestre em reformas.
Claro, só pode ser, devem ter feito alguma coisa errada e sem essa de ficar de bico calado. Tem mais é que falar, gritar e lá na frente a gente vê no que vai dar.
Ah! Tem os que acreditam que é intriga da oposição, que é assim mesmo, que tudo funciona assim mesmo, que ninguém avançou o sinal vermelho.Mas, por outro lado, tem um monte de gente que está engasgado, querendo falar, que tem provas, que tem o rabo preso e tem que abrir a boca para se salvar.
O time de cima, os que mandam e desmandam, querem mais é que tudo fique do jeito que está, tudo em banho maria, um tal de fala daqui, fala dali, cada um puxando sardinha pro seu lado, aquele papo que meu time joga na bola, joga limpo e o seu só quer saber de dar paulada.
A crise é inevitável e sofrida para todos ou quase todos . Como diria o leão da montanha, saída pela direita, pela esquerda, desde que saiam e deixem o caminho livre para uma solução.
A briga é longa, os prazos para serem cumpridos, os corredores sendo invadidos pela imoralidade, pela falsidade e pela impunidade. A meta que se promete e não se cumpre, a fiscalização que insiste em tapar os olhos, uma falta de competência incrível, argumentos infantis, por vezes, mentirosos e os que acreditam ter super poderes, vomitam discursos qjue viram motivos de piadas, gerando, assim, uma desconfiança cada vez maior.
Talvez o Nico não resolva todos os problemas, mas já passou da hora, uma reforma geral da casa.

quarta-feira, 20 de abril de 2016

AMIGOS DO PEITO


De carona com meu amigo Rogério, tricolor doente, reclamando da fase do time e que fase, que no dia anterior passou sufoco frente ao poderoso Oeste. E eu não posso nem gozar pois o meu Palestra também vai muito mal das pernas.
Chegamos no campo do Vila Nova e o papo muda de figura. É dia de Amigos do Peito e, lá de longe, o Kiki do Rio Grandense, impaciente com a demora do Paulão. Pô!!! Ele me falou que estaria aqui as 9 horas e nada até agora.
Aos poucos vão chegando os outros, Cezinha de Santa Luzia, O Beto Perequê com o carvão e os pa~es, o Janilson falando o tempo todo, o Pescada tenta, em vão, abrir o cadeado da porta do bar, Brito, Ginho e o Pita procurando uma sombra pois está uma Lua daquelas.
Abro um sorriso de felicidade, de satisfação quando vejo o Tico, grande zagueiro, juntando-se ao grupo.
O parceiro Anilton, o mafioso André gaucho e o Edinho, grandes amigos. Os irmãos Nenen e Ci,  relembrando histórias do Porto. O corintiano Marcão, como que antevendo a derrota do seu timinho contra o Verdão, chega com uma camisa do Joinville. Grande figura no tamanho e no coração.
O amigo Emerson, Genázio com uma camisa linda do Palmeiras, o Perrone falando do Colorado e fazendo o barulho de sempre, figuraça.
O Joel Santana, gente boa demais também presente. Pergunto pelo Ni, que , infelizmente, não pode comparecer. Nerico, grande lateral e dono da bola, o Romilto da Epagri diz que não tem como jogar, mas animado com a festa.
Meu parceiro de zaga que não bate nada, amigão Romário. Tonho dentista, que tantas vezes trabalhou na arbitragem de nossos campeonatos municipais, vai logo avisando, não vou nem jogar e nem apitar, vim pro churrasco e pra gelada, junto com o eterno técnico Zequinha, que não vi jogar, mas disseram que era craque. O Passos, também sem condições de jogar, junta-se ao grupo.
Valmor Moraes e o Chileno chegam atrasados, porém, com tempo suficiente pra bater sua bolinha. Cabrinha e Gueri vieram pra comer, beber e fazer festa, bom demais.
Contente coma presença do Maele, esposa e os filhos. O incansável Curru, nosso assador oficial, caprichando no tempero da carne.
Emocionante poder ver o Miranda, acompanhado do seu irmão Charles, dando a volta por cima, com certeza.
A diretoria do Vila Nova que foi campeã na parceria, Sabiá, Pescada e a todos enfim, meu muito obrigado.
Foi um domingo memorável, inesquecível, em nome da amizade que faz tão bem aos nossos corações. Amigos do Peito, parabéns pra todos nós.

TROCA DE TÉCNICO

             

A torcida desanimada, cabisbaixa, já perdendo as esperanças. O time não ganha de ninguém, só leva goleada e torce por dias melhores, embora não seja fácil.
Mas é preciso muito juízo e responsabilidade nessa hora, afinal o grupo está desunido, um querendo e se achando melhor que o outro, uma bagunça generalizada.
O clima é tenso, mas não tem outra saída, tem que mudar, mexer no time, dispensar uma meia dúzia, repensar os treinamentos do dia a dia, reformular as táticas de jogo, pois do jeito que se apresenta, a queda é inevitável.
A tensão aumenta a cada dia, as ameaças batendo de frente, os maus exemplos multiplicando-se, um Deus nos acuda. O time vai mal das pernas, então, que venha uma transição, uma mudança de rumos que consiga minimizar os graves problemas que estão batendo ‘a porta, com o desafio de enfrentar cara a cara, tornando o grupo mais forte e competitivo e deixando a torcida mais animada.
Está em jogo, a oportunidade de mostrar a que veio, gerando, dessa forma, mais otimismo e a esperança por dias melhores. Pior não fica.
Mãos ‘a obra, que venha um novo técnico, uma comissão técnica renovada, com vontade e eficiência para voltar a vencer.
Não é moleza, mas tem como reverter e partir pro abraço.
E de virada é mais gostoso.

sexta-feira, 25 de março de 2016

ELE E A BICICLETA

                  

 Não tinha pra ninguém. Colocava qualquer um que tentasse enfrentá-lo, no bolso. 
Era o rei do ciclismo e a bicicleta fazia parte do seu corpo.
Se estivesse numa ciclovia e encontrasse alguém pelo caminho, era o que mais gostava, transformava aquele simples passeio numa importante competição e perder, jamais. Ia pra cima, apertava as pedaladas e deixava seu oponente para trás.
Afinal, ele era o melhor na ciclovia. Adorava se exibir, uma ladeira íngreme era um prato feito. Descansava o tronco, liberava as mãos e o ego ia lá em cima, com todos apreciando a sua qualidade, o maior de todos.
Passava por um grupo de pessoas e aquela energia extra tomava conta, tanto das pedaladas quanto de sua imaginação.Todos observando, elogiando sua destreza em cima das duas rodas, era o momento de buscar algo mais radical, pois a ocasião merecia isso.
Algumas lombadas  e outros tantos buracos pelo caminho, o que limitava um pouco a velocidade da bicicleta, além de muitos pedestres cruzando o tempo todo.
Mas ele era o cara, adorava um desafio, acelerou cada vez mais, saltou com folgas a primeira lombada, desviou de um buraco enorme, a velocidade aumentando, uma lombada ainda maior, pegou um super impulso, como se quisesse chegar no céu e na hora da aterrizagem, não teve jeito, foi de cara no asfalto, a bicicleta deslizando sem parar, os dois todos arrebentados, mas, que nada, não deu o braço a torcer.
Levantou-se com muita dificuldade, carregando sua companheira nas costas e foi-se embora sem olhar para trás.