terça-feira, 22 de maio de 2012

REMEXENDO MINHA GAVETA: FUTEBOL DE CAMPO, KARATÊ, FUTSAL, PANDORGA, FUTEVOLEI, CICLISMO, FUTEBOL DE AREIA, NATAÇÃO E GINÁSTICA NA PRAIA.



Um dia desses, remexendo minha gaveta, encontrei velhas pastas, papéis dobrados e um monte de anotações. Curioso, fui abrindo um a um, lendo e relendo, lembrando-se de fatos que aconteceram no esporte em Porto Belo. O ano era 2001.
Praia do Perequê e o professor Cristiano proporcionando muita alegria e atividade física na Ginástica na Praia, que era realizada diariamente, contando com um grande número de participantes e com grande apoio do comércio local.
E o Mauro, grande comandante da equipe do Estrela Azul, campeã do Campeonato Municipal de Futebol de Areia. Teve a participação de nove equipes: Estrela Azul, a vice-campeã Rio Grandense, Saíra Lenço, Bar do Peta, PM Cuba, Cervejas, Família Adams, Roma e Enseada.
O artilheiro foi um dos Gaiteiros, Emerson Narcisio de Moraes.
Falou em Karatê, falou do Clóvis Duarte da Silva, eterno batalhador da modalidade. E com ele, a Associação KI-SHIN-TAI de Karatê de Porto Belo, participou da primeira Etapa do Campeonato Catarinense Inter Estilos, realizada em Pomerode.com a presença de sete atletas, a equipe obteve cinco medalhas, com destaque na categoria até 65 Kg para Daniel de Souza, terceiro colocado e o vice-campeão, meu amigão, Leandro Loss.
Na segunda etapa da competição, realizada em Capinzal, o mestre Clóvis Duarte da Silva atuou na arbitragem com destaque. A equipe de Porto Belo, sob o comando do técnico Leandro Loss, teve os seguintes destaques: Janaína Campos, Nerivaldo Martins (Vado da Casan), Silvano Braga, Adriana dos Santos, Daniel de Souza e Deise Duarte.
Nossa equipe também participou das etapas de Pedras Grandes e Corupá e fechou com chave de ouro na Etapa Final do Campeonato Brasileiro, realizada em Maceió, Alagoas, onde novamente nosso professor Clóvis Duarte, com sua inegável competência, fez parte do quadro de arbitragem.
E a molecada na 1 Copa Porto Belo de Futebol de Areia sub-16 com a participação de 6 equipes, sagrando-se campeã , Peixaria do Japonês, com a liderança do  grande Tamide.A equipe do Vila Nova foi a vice campeã e o atleta bom de bola Nando, Fernando Lourenço foi o artilheiro com 12 gols. Como equipe mais disciplinada foi escolhida a turma do Estrela do Porto.
No Futevôlei, com oito duplas participando, os parceiros José David Cota e Luís Fernando Varella foram os campeões.
Na natação, além da tradicional Travessia Ilha de Porto Belo, que estava em sua nona edição, envolvendo cerca de 1000 atletas, tivemos também a participação de IRANY ORNELLAS DE MORAES, representando Porto Belo na 2 Travessia Ilha do Frances, em Florianópolis, conquistando o título em sua categoria.
E o meu amigo Marlun Rebelo, hoje atuando na área de corretor de imóveis, mas sempre ligado ao esporte, colaborou de forma brilhante para a realização da 2 Etapa do Campeonato Catarinense de Ciclismo – Cross Country, que teve a participação de 85 atletas, divididos em 10 categorias, numa realização da Federação Catarinense de Ciclismo, comandada pelo amigo Andrade e com o apoio do Hotel Morro do Sol e da CICLE DJ .
No FUTSAL, a 1 Copa Municipal foi um sucesso, com a participação de 14 equipes: Polícia Militar, Tubarões, Cervejas, Peixaria do Japonês, Mercado Dourado, Rio Grandense, Nova Ericeira, Trovão Azul, São Paulinho, Iate Clube, Markriado, Stop presentes, Gêmeos e JK Alumínio.
Na final, os Tubarões foram os campeões frente ao vice-campeão JK Alumínio. Rubinho, do Cervejas, terceiro colocado, foi o artilheiro e o Vanderlei do Tubarões como melhor técnico.
O troféu Disciplina quem levou foi a turma dos Gêmeos enquanto o JK Alumínio teve a melhor torcida.
Olha a Pandorga no céu. Isso mesmo, o Festival de Pandorga, realizado na praia do Baixio, com 16 participantes: José Cardoso, Samuel Pinheiro, Isaías Lima, Mateus Martins, Romilton Rocha Jr., João Baltazar, Jordão Baltazar, Renato da Silva, Roberto de Souza, William Barnabé, Elial Lima, André da Conceição, Rafael Nascimento, Carlos Antônio Jr. E Vinicius dos Passos.
Foi sorteada uma bicicleta doada pela CICLE DJ e quem levou foi o Renato da Silva.
E a vez dos “velhinhos” chegou ao Futsal. A 1 Copa de Futsal Master com a participação de 7 equipes: Futebol do Porto, Bauer/ Lalinha, Polícia Civil, Miramar, Peixaria do Japonês, Boa Vontade e Veteranos de PB. Com a arbitragem do David e o Clóvis Ferreira Jr. como mesário, a competição foi uma grande festa.
Na final, o Veteranos de PB superou a turma do Boa Vontade, que terminou na segunda colocação e teve o artilheiro Juares Ferreira, com 25 gols. A melhor defesa coube ao Bauer/ Lalinha, o troféu Disciplina ficou com a Polícia Civil e o Miramar com a melhor torcida.
Destaque para o técnico do Veteranos de PB, Ingo e seu auxiliar Beto.
Já no futebol de campo, O Vila Nova conquistava o título em cima do Rio Grandense. Foram 10 equipes participantes: Cervejas, Rio Grandense, Vila Nova, Olaria, Atlus, Estrela Azul, Nativos, Mercado Dourado, Associação Perequê e Sertão de Santa Luzia.
A Associação Perequê levou o troféu Disciplina, melhor torcida para a turma do Olaria, e o campeão Vila Nova teve a melhor defesa, o melhor técnico, Vanderlei e o artilheiro da competição, Carlos Eduardo Guerreiro, Calo.
Vou continuar revirando minha gaveta, pois ela ainda tem muita história para contar.

terça-feira, 15 de maio de 2012

OLHA A ZEBRA AÍ GENTE!!!


Jogavam o poderoso Vasco da Gama e a pequena Portuguesa pelo campeonato carioca de 1964. O técnico da Portuguesa era o folclórico Gentil Cardoso e pouco antes do início da partida, declarou que caso seu time vencesse seria como dar zebra no jogo do bicho. A zebra não existe no jogo do bicho, mas a Portuguesa venceu o Vasco e a expressão “zebra" acabou ficando até os dias de hoje.
Qualquer resultado que  surpreende os torcedores e lá vinha o tradicional Ih!!! deu Zebra.
Quem diria, o Internacional, recém-campeão gaúcho em cima do Caxias, proporcionou uma das maiores zebras do futebol mundial. Todos já contavam como certa uma final no Mundial de clubes da FIFA com a poderosa Internazionale de Milão.
Mas a zebra africana, o Mazembe, aprontou das suas e obteve uma vitória por 2 X 0 e o Colorado voltou pra casa.
Foi assim com o Flamengo na Libertadores de 2008. Passeou no México, goleando por 4 x 2 e os torcedores do rubro negro aguardavam para fazer a festa no maracanã. O América do México meteu 3 x 0 e ZEEEEEEEBRA!!!!!
E a zebra apareceu também pela Copa do Brasil. Em 2005, o modesto Paulista de Jundiaí passou por cima do Fluminense e o Flamengo, novamente perseguido pela zebra, com o Maracanã lotado e o Santo André calou a torcida com 2 X 0 e consegue o título.
Isso confirma que o jogo só termina quando o árbitro apita o final.
Copa do Mundo de 66, na Inglaterra, os italianos precisavam de apenas um empate para classificarem-se para a próxima fase, porém esqueceram-se de avisar o adversário, uma zebra norte coreana determinada e insistente não quis nem saber e aos 42 minutos do segundo tempo marcaram o gol da vitória e a Itália voltou mais cedo para casa.
E outra Coréia, agora a do Norte aprontou outra zebrona para cima dos italianos nas oitavas de final da Copa de 2002 e despachou a Azurra, após um empate no tempo normal e um gol na prorrogação e outra volta mais cedo para casa.
Nessa mesma Copa, a então campeã mundial França, na abertura da competição, e a zebra com a estreante em Copas, a equipe africana do Senegal metia 1 X 0 nos franceses.
Voltando um pouco no tempo, Copa do mundo de 54, na Suíça e a Hungria tinha um timaço e chegava como grande favorito ao título. Ainda na fase de oitavas de final, a Hungria, liderada pelo genial Puskas enfrentaria a Alemanha, aplicando uma sonora goleada de 8 X 3.
Na grande final, húngaros e alemães voltariam a se enfrentar e com 8 minutos de jogo, a Hungria já vencia por 2 X 0. Seria mais uma arrasadora goleada? A Alemanha não se entregou, foi para frente, empatou o jogo e aos 39 minutos do segundo tempo, olha a zebra aí de novo, virada no placar, 3 X 2, os alemães campeões mundiais num resultado que ninguém acreditava ser possível.
Mas zebra e daquelas enormes, aconteceu, infelizmente, para nós brasileiros, com a nossa seleção.
Copa de 50 ,realizada no Brasil e nossa equipe era praticamente imbatível. O regulamento previa um quadrangular final entre as equipes do Brasil, Suécia, Espanha e Uruguai.
Enquanto os uruguaios penavam para empatar com a Suécia em 2 x 2 e uma vitória apertada contra a Espanha por 3 x 2, o Brasil destruiu os suecos por 7 x 1 e arrasou os espanhóis com outra goleada de 6 X 1. Com um simples empate frente ao Uruguai e o Brasil conquistaria, dentro de casa, o seu primeiro título mundial.
Maracanã lotado, o jogo começa com o Brasil pressionando, tomando a iniciativa e partindo para o ataque. Os uruguaios se fechavam na defesa e arriscavam alguns contra ataques.
Final do primeiro tempo e 0 X 0.
Começa o segundo tempo e logo o Brasil faz um 1 X 0 e o carnaval explode dentro e fora do estádio. Aos 21 minutos, o que parecia impossível, acontece e o Uruguai empata o jogo.
A torcida se cala, os uruguaios se agigantam e, naquele momento, a Copa acaba para o Brasil.
O Uruguai passa a dominar o jogo, ataca, pressiona, parte para cima e faltando 10 minutos para o término da partida, vem a virada, 2 X 1.
Fim de jogo!!! os uruguaios não acreditando na conquista, os brasileiros chorando e a Zebra, ou melhor, muitas zebras passeando pelo Maracanã.
Um aviso ‘as equipes do Santos, Fluminense, Corinthians e Vasco. A zebra anda solta por aí.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

FRANGUEIRO!!!!!

Uma águia solitária. O homem misterioso. O último defensor.
São muitas as definições, mas quando ele falha de forma inacreditável, lá vem o coro: Frangueiro!!! Frangueiro!!!!!!
Tivemos grandes goleiros e todos eles têm a sua história para contar. O bi campeão em 58 e 62, Gilmar dizia que era preciso tomar um bom frango, pois iria ajudar na formação do goleiro.
Na Copa de 82, Waldir Peres sentiu isso na pele. Um chute inofensivo do jogador da então União Soviética, foi tranquilo para defesa, agachou-se, e nem viu a bola passar por entre os braços.
Barbosa, excelente goleiro, mas aquele gol na final de 50 que nem frango foi, fez a torcida brasileira esquecer-se de todas as suas milagrosas defesas.
O frango comprova que ali, debaixo da trave, não está uma máquina infalível. É um simples mortal que treina arduamente no dia a dia, que leva pancada, leva bolada, que se joga nos pés do adversário, que leva tombos incríveis, que espalma para escanteio uma bola ‘a queima roupa, que salva o gol certo com a ponta dos dedos, que executa uma maravilhosa ponte e encaixa firma a bola, que defende o pênalti aos 45 do segundo tempo, que grita com seus defensores, alertando sobre os ladrões, que se benze antes, durante e depois do jogo, que encara o árbitro sem medo, que escuta no canto da trave, as orientações do massagista enviadas pelo técnico, que assiste sozinho e de longe, o gol de sua equipe no outro lado do campo e vibra demais e por que não pode tomar um frango de vez em quando.
O frango que o goleiro toma é uma demonstração da fraqueza humana e determinados frangos deveriam ser expostos em fotos, pinturas para que possamos sempre lembrar que todos nós somos passíveis de falhas.
Ôôôôô!!!!! Lá vem mais chute. Atenção!!!! Pode ser mais um frango ou não. Depende de você.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

SUELY BEDUSCHI, ARTISTA DA NATUREZA.

   
Ela afirma que é do tempo em que a mãe tinha galinha, plantava milho, fazia feijão caseiro e tudo era bem mais gostoso.
Tem que botar a mão na terra, pois é onde há troca de energia, diz a nossa grande artista Suely, que nasceu e cresceu em Ibirama e lembra sempre do contato que tinha com os índios que frequentavam a loja de seu pai.
Está em Porto Belo desde 1978, amante da natureza e com uma preocupação constante com o desperdício e com tudo que é jogado fora pelas mãos do homem.
Em 1972, seus trabalhos foram expostos pela primeira vez e mesmo tendo participado de salões de artes por todo o Brasil, inclusive recebendo inúmeras premiações e com obras fazendo parte do acervo do Museu de Arte de Santa Catarina – MASC, Suely optou por recolher-se em seu ateliê, tendo as árvores e animais como companheiros e longe do barulho infernal dos carros e telefones.
Se você passar por ela um dia desses, receberá um alegre bom dia e se resolver parar, poderá ouvir alguma de suas muitas histórias.

sábado, 28 de abril de 2012

OS JOVENS DA TERCEIRA IDADE NO ESPORTE


Eles poderiam estar em casa, tranquilos, curtindo a aposentadoria, num merecido descanso. Que nada! Abaixo os sofás confortáveis, a preguiça e sem moleza. Hora de treinar nos salões, nas canchas de bocha e bolão, nas mesas de carteado, dominó e truco.
D. Maria e Seu Manoel querem mais é muita agitação e sem hora para acabar. O ônibus parte ‘as 8 da manhã, as malas prontas, expectativa enorme, o friozinho na barriga e os netos que aguardem, pois a turma da D. Maria e do Seu Manoel tem compromisso nos JOGOS ABERTOS DA TERCEIRA IDADE – JASTI.
D. Maria, 71 anos, mas parece bem menos, toda elétrica, não para de falar por um instante sequer e arrebenta na dança de salão. Já o Seu Manoel é mais quietão no dia a dia, mas na cancha de bocha se transforma, grita o tempo todo, procura orientar a melhor jogada para seus companheiros e tem uma mão certeira. É craque.
Outros atletas vão chegando, com disposição de garotos, acomodando-se no ônibus, fazendo farra, cantando e confiantes que irão representar a cidade com dignidade.
Os JOGOS ABERTOS PARA TERCEIRA IDADE – JASTI são realizados pela Fesporte e tem o apoio da cidade que sedia o evento. São cerca de 1500 atletas que já passaram dos 60 anos, representado 150 municípios catarinenses nas modalidades de bocha, bolão, canastra, dominó, truco, dança coreográfica e dança de salão.
Seu Manoel diz que o técnico Pedroca, apelidado de Bernardinho pelo jeito de conduzir os treinamentos, não dá refresco, agita os jogadores, repete as jogadas e acredita que a equipe preparou-se muito bem e está pronta para a competição.
Para D. Maria, a participação no JASTI é sempre uma grande alegria. O prazer em participar é enorme, a satisfação no reencontro de velhos amigos e a oportunidade de fazer novos amigos não tem preço.
A vontade de conquista de uma medalha acompanha o tempo todo, mas o mais importante, sem dúvida alguma, é poder proporcionar ao idoso, a socialização, a integração e a participação em um evento esportivo, numa competição saudável e buscando a superação individual.
E Porto Belo está de parabéns pela participação no JASTI realizado em Piratuba.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

O DIA EM QUE A GUERRA PAROU


Centenário do Santos. Jornais, revistas, programas de rádio e televisão, todos eles comentando sobre essa fantástica equipe que fez e faz história.
E não tem como não associar o Santos ao nome de Pelé. Até mesmo para quem não gosta de futebol, duvido que não tenha dado uma espiadinha nas jogadas geniais de Pelé.
A genialidade dele foi além dos campos de futebol em qualquer parte do mundo. Todos paravam para ver Pelé e ele como ator principal, juntamente com um elenco maravilhoso de coadjuvantes, por onde o Santos passasse, era certeza de um show inesquecível.
Mais importante que os dribles desconcertantes, os passes certeiros, as cabeçadas mortíferas, os gols mágicos, o Santos de Pelé levava a paz aos povos.
Final da década de 60 e o Santos faria uma excursão pelos gramados da África, tendo como objetivo a divulgação de sua marca , encantando a todos com um belo futebol.
A primeira parada seria no antigo Congo Belga, hoje denominado de República Democrática do Congo, onde realizariam uma partida, porém o país enfrentava uma acirrada guerra civil, com os militares que estavam no poder travando violentos combates com os rebeldes.
Mas o povo, tendo conhecimento que o poderoso Santos de Pelé estaria na casa deles, não queria perder esse jogo de forma alguma. Não tinha jeito. Os rebeldes declararam um cessar fogo, mas impuseram uma condição. Além daquele jogo já programado, o Santos teria que entrar em campo mais duas vezes.
Sem muita escolha, aceitaram a proposta e, acreditem, foram escoltados pelos militares e pelos rebeldes até o hotel e, posteriormente, até o Estádio.
Por alguns dias, o Santos de Pelé decretou a paz naquele país. Nada de tiros ou bombas explodindo pelas ruas. Somente gritos e muito barulho da fanática torcida africana, maravilhada pelas jogadas geniais de Pelé e companhia.
Foi uma semana de paz, onde muitos não sabiam do real significado dessa palavra. Pelé declarou que esse acontecimento foi um de seus maiores gols de placa.
Demonstrou que o esporte ultrapassa fronteiras, passa por cima dos preconceitos e, acima de tudo, busca a paz entre os povos.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

DAR A VOLTA POR CIMA

            Eu sei, não é fácil. Vai dando tudo certo, um dia melhor que o outro, o caminho é sereno e tranquilo e de repente, o tombo. Podem ser muitas razões, cansaço da rotina de trabalho ou a falta dele, atenção com a saúde, falta de grana, os amigos não tão amigos assim. E tombo atrás de tombo.
Vem o sofrimento, a dor, a vontade de isolar-se no seu canto. Não tem como e ninguém é totalmente inabalável. Porém, há aqueles que mesmo quando nada dá certo, só bola na trave e para fora, conseguem passar por cima dos problemas e nunca desistem do gol que irão, com certeza, marcarem.
É uma questão de atitude, de ser positivo e isso, meu amigo, depende de você. É você quem vai escolher se quer continuar assim ou então ter a chance de fazer o golaço da sua vida.
Fácil não é, mas o primeiro passo tem que ser dado e, a cada dia que passa, é preciso praticar e aperfeiçoar essa técnica. Pode até começar lentamente, mas se você quiser, logo estará correndo e superando-se.
Olhe para o mundo de forma positiva, com equilíbrio e coloque na sua cabeça que quer e vai conseguir seguir em frente e não é porque está por baixo que irá demonstrar arrogância. Pelo contrário, seja humilde e adapte-se ‘as novas regras do jogo.
Ele foi artilheiro na Libertadores em 2007 e 2008, defendendo a equipe mexicana do América e foi carrasco de equipes brasileiras. Mas veio o inevitável tombo. Numa tentativa de assalto em 2010, Salvador Cabañas levou um tiro na cabeça, ficou entre a vida e a morte e não se podia prever como reagiria e como seria sua recuperação.
Sobreviveu e, aos poucos, vai retornando ‘a sua rotina. Cabañas tem um objetivo em mente que é vestir novamente a camisa 10 de seu país e isso o faz ir para frente, correr atrás de um sonho e superar-se a cada dia que passa.
Hoje o que vemos no futebol são situações de escândalos, denúncias de corrupção, transferências milionárias de atletas. Foi-se o tempo em que, simplesmente, jogar bola era o mais importante.
O exemplo de Cabañas e de tantos outros que estão por aí reforça a tese de que a paixão pelo futebol e pelo esporte, de uma forma geral, é o que realmente vale.
Então, você aí, mexa-se e bola pra frente.